HENRIQUE NEIVA ( Pintor ) (1952)

Nos últimos anos, HENRIQUE NEIVA vem participando de exposições individuais e coletivas em vários espaços culturais de Belo Horizonte-MG-Brasil , Curitiba-Pr-Brasil , Miami-Flórida-USA , Lisboa-PT,Magdeburg-Alemanha.

"Em sua obra podem ser detectadas as influências do abstracionismo de Antoni Tàpies, bem como as influências do surrealismo de Miro e Ernst e do expressionismo alemão e dos dadaístas. O que mais se destaca na obra de HENRIQUE NEIVA é a importância que o artista dá à matéria. Em seus quadros de tamanho grande predominam as texturas rugosas e pastosas, a solidez. Trabalha como na colagem, integrando todos os elementos possíveis. Ele aprofundou na pesquisa de seu principal material, o minério e também utiliza outros materiais como : cimento,terras ,ceras, cristais de quartzo ,pó de mármore, pedra,palha,óxidos ferrosos,vernizes,folhas de ouro,prata e cobre.Usa sempre, muitos relevos e texturas nas suas abstrações. As cores da terra, predominantes em quase todos os seus quadros, acentuam mais estes elementos. A abstração é absoluta, sendo permitida apenas a introdução de certos símbolos, embora com um significado muito subjetivo. O ascetismo cromático é outra das constantes em sua obra: os tons preferidos são os marrons, ocres, terra e o preto. Este artista Mineiro também se aventurou na Arte Povera e no conceitualismo, retirando objetos de seus contextos." EDMAR ARAÚJO -2001
HENRIQUE NEIVA viveu sua juventude nos anos 60/70 em Belo Horizonte, convivendo com nomes que hoje brilham no nosso mundo artístico.
Em 1983, trocou a área de educação física pelas artes plásticas, quando foi trabalhar como coordenador de recreação,arte,esporte,cultura e lazer no Fundo Cristão para Crianças, nos centros sociais mantidos pela entidade em Belo Horizonte. Nessa época, começou os seus estudos e pesquisas na área da pintura e a experimentar técnicas, com a intenção de conhecer os segredos das tintas e das cores. É Autodidata. Aprendeu, fazendo e ensinando às crianças e adolescentes assistidos pelos Centros Sociais. De 85 a 94 dedicou-se também à serigrafia, produzindo arte em moda e decoração. A partir daí, intensificou e se especializou na pintura abstrata. Ampliou seus conhecimentos,participando de cursos e workshops com vários artista , aprimorando técnicas.

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"SARÇA ARDENTE "

O teólogo Henrique Neiva é conhecido do público através das suas exposições, que entre individuais e coletivas somam mais de quarenta mostras; assim como pela presença constante dos seus quadros em galerias de Belo Horizonte, da Flórida,USA, Lisboa-Portugal e Magdeburg-Alemanha.
Nos seus vinte anos de carreira como artista plástico, Henrique Neiva tem demonstrado uma coerência estética e uma têmpera artística incomuns.
Ele é o homem que, usando o material terroso(incluindo os minérios) e orgânico, cria poemas e louvores a Deus. O Deus deste artista de temática firme como rocha(cujos óxidos são também seu material de trabalho),só poderia ser o austero Jeová, o Deus do Antigo Testamento.
Henrique Neiva é um fascinado pela história humana narrada pela Bíblia. Homens e mulheres de caráter obstinado, forjado pelo deserto e pela fé inquebrantável num Deus que se mostra como sarça ardente nas areias, como Alfa e Omega de seus destinos.
Nas telas, Henrique Neiva se transporta para esse começo de humanidade se organizando em torno de um líder e uma filosofia, e lança mão dos símbolos da época: as alianças, os mapas, as portas do templo, os cânticos e os salmos.
Sobre texturas áridas e ouro, relevos e muros (muitos muros, velhos muros, rugosos,musgosos, em ruínas),Henrique pinta e modela, como cânticos,sua permanente fascinação pela história do homem.
O artista sobre o qual estou falando, há muito tempo já dominou a técnica pictórica e o emprego dos recursos estéticos. O desafio é manter sua inesgotável imaginação temática, aparentemente tão grande como o mistério humano.

Guiomar Lobato
Historiadora,crítica de Artes
Membro da ABCA(Associação Brasileira dos Críticos de Arte).- 2003


Henrique Neiva

A beleza como entidade abstrata; é apenas um nome, uma inspiração, imutável; naturalmente, mas a forma de realizá-la e de concebê-la, a maneira de senti-la é absolutamente transitória e relativa, no tempo e no espaço.
Seu trabalho possibilita uma rica discussão no campo da renovação da pintura contemporânea e no papel social do artista. É uma forma de conversar com o ambiente social e artístico.
Henrique Neiva acredita no valor educativo; e é com essa coragem que os pintores sérios de nossa terra insistem em apresentar, ao público ,suas obras. Henrique Neiva capta as visões do cotidiano e nada passa despercebido ao seu olhar, urbano; portas, muros, antigas janelas e formas de volumes em casas e paredes, tudo isto lhe serve como releitura, para , no final de seu pincel, transformar em arte e emoções.
No fundo , não há beleza, há belezas; não há moral, há morais. O valor absoluto é um rótulo, é assim que agem, instintivamente, os artista de nosso tempo, que não ajustam sua inquietação à eterna procura, rigorosa de valores convencionais, às vezes efêmeros. Buscar o já encontrado, encontrar o já buscado, procurar com olhos d alma a mais bela forma de se expressar. Para Henrique Neiva, tudo está à flor da pele, suas emoções, vibrações, sensações, tudo é complexo e o resultado final é sua paz.
Hoje, Henrique Neiva ainda procura representar-se com sua obra. Tudo pela arte, tudo pela vida, cheia de vida. Emoções.
EDMAR ARAÚJO – 2001
Marchand e Crítico de Arte


"Tinta acrílica, minério de ferro, cimento, terra, óxido ferroso, verniz e alguma dor. Com esses ingredientes Henrique Neiva constrói sua arte. Operário, não espera inspiração para dar forma ao seu trabalho, compondo-o com texturas, relevos, sensações. As cores? depende do seu estado de espírito. Quando concebeu esta obra, viajou pelos tons terrosos e ferrosos. Entrou em simbiose com a tela, tintas e outros materiais, e edificou 'A casa', abstrato que permite muitas leituras e tatos."
Mirtes Helena, Editora Adjunta
Obs.: Esta matéria saiu na primeira página do "Caderno "Domingo" do jornal
"Hoje Em Dia", no dia 24/3/2002.

" Tendo vivido sua juventude nos anos 60/70 e desfrutado da convivência com nomes que hoje brilham no nosso mundo artístico, Henrique Neiva finalmente nos mostra o talento de um Connaisseur, começando do ponto onde muitos terminam".
Maria Célia da Araujo Almeida, Decoradora e Bacharel em Artes Plásticas